O onboarding digital é o primeiro contato real entre cliente e instituição financeira. Mesmo em um setor reconhecido como um dos mais tecnológicos do mundo, o estudo finfacts 2025, publicado no primeiro trimestre de 2026, conduzido pelo Google Cloud com análise de 19 instituições financeiras no Brasil, revela gargalos relevantes. Metade das instituições não abriu a conta corrente em tempo real e duas delas levaram mais de 72 horas para concluir o processo. Em um cenário de economia instantânea, onde mobilidade e entrega são imediatas, essa fricção inicial compromete a percepção de inovação e eficiência.

O estudo também aponta que apenas 5 das 19 instituições ofereceram abertura de conta de maneira conversacional nos canais digitais. Além disso, somente 4 instituições não exigiram upload de documentos durante o cadastro, enquanto apenas 5 conseguiram identificar um CPF simulado inserido propositalmente no processo de abertura. Segundo dados do Datafolha e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública citados no relatório, ocorrem mais de 4,6 mil tentativas de golpes financeiros por hora no Brasil. Esses números demonstram que fricção e risco ainda caminham juntos na etapa inicial da jornada.

A experiência contratual também apresenta lacunas. Apenas 3 das 19 instituições possuíam um resumo de termos e condições adequado à tela do celular. Em um ambiente regulado e complexo como o financeiro, a capacidade de simplificar informações jurídicas é um diferencial competitivo e também uma oportunidade para uso inteligente de dados e automação.

O estudo deixa claro que o desafio não é apenas digitalizar, mas orquestrar processos de decisão, validação e risco de forma integrada. É nesse ponto que motores de decisão flexíveis se tornam estratégicos. 

O onboarding é mais do que cadastro. É o primeiro teste de confiança. Instituições que estruturarem decisões automatizadas, integradas e auditáveis terão vantagem competitiva em um mercado cada vez mais orientado por dados.

Fonte: Estudo finfacts 2025, Google Cloud.