A Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, elaborada pela Febraban em parceria com a Deloitte, mostra que a transformação digital do setor financeiro continua em ritmo acelerado. O sistema bancário brasileiro registrou 240,8 bilhões de transações em 2026, entre janeiro e abril, crescimento de 11% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente pelo mobile banking, que acumulou crescimento de 169% nos últimos cinco anos

Mais do que um aumento no volume de operações, esses indicadores demonstram que as instituições financeiras precisam operar em um ambiente cada vez mais digital, conectado e orientado por decisões em tempo real.
Outro aspecto relevante é o comportamento dos clientes. Atualmente, 76% da base bancária é composta por heavy users dos canais digitais, enquanto 54% das novas contas correntes já são abertas por canais digitais. Esse cenário amplia a necessidade de políticas de crédito capazes de responder rapidamente às mudanças de comportamento dos consumidores, mantendo governança, segurança e eficiência operacional.

A carteira de pessoas físicas apresentou crescimento superior, cerca de 11,1% em doze meses, enquanto a carteira de pessoa jurídica expandiu aproximadamente 8,3% no mesmo período. No segmento com recursos direcionados, tanto para pessoas físicas quanto para jurídicas, as variações permaneceram robustas, refletindo programas de crédito governamentais e políticas públicas voltadas para o financiamento de atividades econômicas estratégicas. 

Apesar da expansão da digitalização, a pesquisa evidencia que a geração de valor depende da capacidade das instituições em transformar dados em decisões. O Open Finance alcançou 102,8 milhões de consentimentos ativos, crescimento de 122%, além de 44,9 milhões de clientes participantes, aumento de 90% em relação ao ano anterior. Entretanto, apenas 7% das instituições afirmam extrair benefícios significativos dessa infraestrutura atualmente, enquanto 52% esperam alcançar esse nível de maturidade nos próximos anos

Esse cenário reforça a importância de arquiteturas de decisão capazes de integrar diferentes fontes de informação, automatizar políticas de crédito e incorporar modelos analíticos que permitam decisões mais rápidas e consistentes.

A estrutura de taxas de juros e spread bancário também aparece no relatório como fator de impacto sobre a rentabilidade das carteiras e sobre a competitividade das instituições. A manutenção de spreads elevados em diversas linhas sugere que há espaço para ganhos de eficiência por meio de decisões personalizadas, análise de risco integrada e adoção de infraestruturas tecnológicas que reduzam custos operacionais e apoiem decisões de pricing dinâmico. 

Nesse contexto, as soluções da WOD para crédito massificado mostram-se estratégicas para instituições que buscam alinhar rigor analítico e velocidade operacional. Ao implementar motores de decisão integrados com scores proprietários, governança de dados e políticas customizadas de risco, a WOD permite:

– Otimizar a expansão de carteira mantendo controle efetivo de inadimplência
– Utilizar dados de mercado e internos para calibrar apetite de risco com precisão
– Reduzir o tempo de resposta e custo operacional por meio de automação robusta
– Construir políticas de pricing e modelos baseadas em análises quantitativas e machine learning

No cenário atual, onde o crédito cresce apesar de taxas elevadas e volatilidade macroeconômica, a integração de dados, modelagem estatística e infraestrutura tecnológica deixa de ser diferencial para se tornar um imperativo competitivo. Instituições que investirem em arquitetura de crédito que una esses elementos estarão melhor posicionadas para navegar os desafios do mercado.

Fontes:  Panorama de Crédito de Jan 2026 da Febraban e Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026 publicada em Jun 2026.