O Open Finance deixou de ser uma iniciativa regulatória para se tornar uma infraestrutura estratégica do sistema financeiro brasileiro.
Hoje, o desafio já não está na disponibilidade dos dados, mas na capacidade das instituições de utilizá-los para melhorar decisões, criar novos produtos e personalizar a experiência dos clientes.
A Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, de Junho 2026, mostra que essa transformação está em andamento, mas ainda longe da maturidade.
Atualmente, existem 102,8 milhões de consentimentos ativos no Open Finance, um crescimento de 122% em relação ao ano anterior. O número de clientes participantes também alcançou 44,9 milhões, representando um crescimento de 90% no mesmo período.
Esses indicadores demonstram que a infraestrutura do Open Finance evoluiu rapidamente.
Entretanto, quando observamos os resultados do negócio, surge uma diferença importante.
Apenas 7% das instituições afirmam extrair benefícios significativos do Open Finance atualmente, enquanto 52% acreditam que alcançarão esse nível de valor nos próximos anos.
Essa diferença revela um ponto essencial: ter acesso aos dados não significa, necessariamente, conseguir utilizá-los de forma estratégica.
O dado, por si só, não melhora uma operação de crédito
Existe uma percepção comum de que mais informações automaticamente produzem melhores decisões.
Na prática, isso raramente acontece.
Dados adicionais somente geram valor quando conseguem responder perguntas de negócio.
Como esse novo comportamento financeiro altera a probabilidade de inadimplência?
Esse cliente deve receber um limite maior?
Existe oportunidade para ofertar outro produto?
Essa operação apresenta sinais de fraude?
Quais regras precisam ser alteradas para refletir esse novo perfil?
Essas respostas não surgem da tecnologia.
Elas surgem da combinação entre estatística, política de crédito, modelagem de risco e governança das decisões.
Personalização deixou de ser marketing
Outro dado relevante da pesquisa mostra que 68% das instituições consideram a personalização de produtos e serviços uma estratégia prioritária de diferenciação.
Além disso, 80% dos bancos utilizam Inteligência Artificial para análise de dados voltada ao aprimoramento de ofertas, enquanto 53% já exploram informações compartilhadas pelo Open Finance para apoiar essa personalização.
Isso demonstra que o setor financeiro começa a migrar de campanhas massificadas para decisões individualizadas.
Mas personalizar não significa apenas recomendar um produto.
Significa adaptar limites, políticas de crédito, critérios de elegibilidade, jornadas digitais e estratégias comerciais de acordo com o perfil e o comportamento de cada cliente.
Essa é uma mudança estrutural na forma de operar.
O maior desafio continua sendo operacional
Na experiência da WOD, poucas instituições encontram dificuldade para consumir dados do Open Finance.
O desafio normalmente aparece na etapa seguinte.
Como incorporar essas informações dentro da política de crédito?
Como manter governança sobre centenas de critérios de decisão?
Como medir o impacto dessas alterações nos indicadores da carteira?
Essas perguntas exigem mais do que integração tecnológica.
Exigem arquitetura de decisão.
É nesse momento que entra a ciência de dados, a construção de políticas de crédito, os motores de decisão e a implementação de plataformas capazes de transformar estratégia em execução.
É justamente essa integração entre conhecimento de negócio e implementação que faz parte da metodologia da WOD, que combina especialistas em crédito, ciência de dados, produtos financeiros e tecnologia para estruturar soluções aderentes ao contexto de cada cliente.
O futuro será definido pela capacidade de decidir melhor
O Open Finance ampliou significativamente a disponibilidade de informações e diminui a assimetria de informações entre grande bancos e empresas que concedem crédito.
Nos próximos anos, porém, a vantagem competitiva não estará em quem possui mais dados.
Estará em quem consegue utilizá-los para tomar decisões mais rápidas, mais precisas e continuamente adaptáveis.
Instituições que conseguirem conectar dados, políticas de negócio e automação terão maior capacidade para evoluir produtos, reduzir riscos, personalizar experiências e responder às mudanças do mercado.
Os dados já estão disponíveis.
O diferencial competitivo passa a ser a inteligência aplicada sobre eles.
E agora?
Na WOD, apoiamos instituições financeiras, fintechs e empresas de crédito na construção dessa inteligência, combinando estratégia de crédito, modelagem analítica, arquitetura de decisão e implementação de soluções tecnológicas que transformam dados em resultados de negócio.
Se sua instituição está avaliando como capturar mais valor do Open Finance ou revisar sua estratégia de crédito e produtos financeiros, converse com nossos especialistas.
Saiba mais em www.workondemand.com.br.
Fonte: Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026 – Deloitte & Febraban, Junho 2026.