
O Open Finance completou quatro anos no Brasil em 2025 e já alcançou mais de 62 milhões de adesões, com crescimento de 44% no último ano, segundo dados da Febraban citados no estudo finfacts 2025, publicado no primeiro trimestre de 2026, do Google Cloud. O potencial é claro: permitir visão consolidada das finanças, ampliar oferta personalizada e melhorar modelos de crédito. No entanto, a execução prática ainda apresenta lacunas importantes.
De acordo com o levantamento, 11 das 19 instituições analisadas ainda não exibem saldos de outros bancos dentro de seus aplicativos. Além disso, 6 instituições não permitem realizar transações utilizando saldo de outra conta via Open Finance. Ou seja, mesmo com infraestrutura regulatória e tecnológica disponível, a experiência integrada ainda não se consolidou como padrão de mercado.
A personalização também mostra espaço para evolução. Apenas 4 das 19 instituições ofereceram algum produto ou benefício logo após o cliente aderir ao Open Finance. Esse momento representa um dos maiores gatilhos de intenção já que o cliente autorizou o compartilhamento de dados. Não aproveitar essa janela significa desperdiçar contexto, timing e relevância.
O estudo reforça que a vantagem competitiva não está apenas em coletar dados, mas em transformá-los em decisões acionáveis. Para que Open Finance gere valor real, é necessário estruturar motores capazes de consumir múltiplas fontes de dados, aplicar regras dinâmicas de elegibilidade, ajustar políticas de crédito e gerar ofertas personalizadas em tempo real.
Open Finance é infraestrutura. Vantagem competitiva é decisão bem executada.
Fonte: Estudo finfacts 2025, Google Cloud. Dados de adesão Open Finance citados a partir de Febraban 2025 no relatório.